Viagens e Expedições
Bahamas

As Bahamas na prática é um país submerso. A maior parte de seu território fica debaixo d’água. Suas mais de 700 ilhas e atóis são projeções de três gigantescos bancos oceânicos que afloram na superfície – o Little Bahama Bank, o Great Bahama Bank e o Cay Sal Bank. Apenas cerca de 40 destas ilhas são habitadas. O ponto culminante do arquipélago mal alcança 70 metros acima do nível do mar e é resultante da elevação do terreno calcáreo formado pelos corais. Debaixo d’água, a coisa muda de figura. Estes bancos são na realidade o topo de montanhas que sobem, quase na vertical, de mais de 2.000 metros de profundidade. Entre os 12 e 15 metros abaixo da superfície formam uma espécie de planalto coberto por areia muito branca, resultante da erosão dos recifes de corais. A melhor forma de entender as Bahamas é através de uma foto tirada por satélite. Basta uma rápida visualização para perceber por que o lugar é perfeito para mergulhar. Suas águas quentes e cristalinas podem ser vistas do espaço. Ao redor dos bancos de areia há paredões alucinantes onde a vida marinha é espetácular, sobre os bancos de areia pipocam cabeços de corais e naufrágios e, para completar, o arquipélago é um autêntico queijo-suiço repleto de cavernas e dolinas alagadas – os famosos Blue Holes.

Nassau – New Providence Island

Nassau é a capital da Comunidade das Bahamas e o principal centro comercial e turístico do arquipélago. Localiza-se na ilha de New Providence a mais povoada do arquipélago com 260 mil habitantes, quase 80% da população total do país. A colonização britânica começou em meados do século XVIII. A ilha foi por muito tempo um importante esconderijo de piratas, entre eles o famoso Barba Negra. No centro de Nassau há vários monumentos , palácios, fortes e mansões históricas com uma arquitetura peculiar. O porto é bastante movimentado, principalmente por navios de cruzeiros que diariamente descarregam milhares de turistas que lotam os free-shops, os cassinos e as lojas de artesanato. Nassau oferece uma vida noturna agitada, bons restaurantes e a maior diversidade de mergulhos das Bahamas. Os grandes resorts se concentram em Cable Beach e em Paradise Island, ligada a New Providence por uma ponte que dá acesso ao impressionante Atlantis Paradise Island Resort, um imenso complexo turístico com vários hotéis, parque aquático, marina, cassino, praia e aquários com tubarões, raias-mantas e uma grande coletânea de seres marinhos. Um passeio obrigatório.

Para quem pretende mergulhar, as melhores opções de hospedagem ficam em Cable Beach. Mais próxima dos principais pontos de mergulho que ficam ao sul da ilha, na “Lingua do Oceano”, uma falha geológica com mais de 2.000 metros de profundidade que avança para o interior do Grand Bahama Bank, entre as ilhas de New Providence e Andros. A maior operadora de mergulho da ilha é a Stuart Cove’s, que além dos mergulhos no abismo submerso, nos recifes de corais e nos mais de 16 naufrágios, a maioria deles afundados de propósito para servirem de cenário para filmes de Hollywood, promovem o mais procurado Shark Feeding das Bahamas. Em um local denominado “Shark Arena”, próximo ao topo do paredão, dezenas de tubarões-caribenhos-de-recife (Carcharhinus perezi) são alimentados diariamente na boca pelos divemasters, enquanto grupos de até 20 pessoas assistem o frenessi alimentar ajoelhados no fundo, para depois nadarem livremente lado a lado com tubarões. Durante a alimentação, os tubarões tiram finas dos mergulhadores, o que garante uma boa dose de adrenalina apesar do baixíssimo risco de alguém levar uma mordida.

Exuma Cays

As Exumas Cays são consideradas a mais bonita cadeia de ilhas das Bahamas. São pequenas ilhas, algumas tão pequenas que lembram o mundo perdido de Liliputh das viagens de Gulliver. O arquipélago se extende de norte a sul por mais de 90 milhas, desde Sail Rocks a 30 milhas a sudeste de Nassau até Great Exuma Cay. A única maneira de mergulhar nas Exumas é em embarcações de live aboard. Algumas ilhas não passam de rochedos, já as maiores possuem praias belissímas. Entre elas formam-se canais protegidos por recifes de corais que são excelentes ancoradouros em qualquer condição de mar e locais perfeitos para mergulhos noturnos.

A leste, um imenso abismo submerso corre paralelo as ilhas. O paredão começa aos 15 metros e cai verticalmente para profundidades abissais. A visibilidade é extupenda. No topo, há formações coralíneas magníficas que formam túneis e caveras decoradas por esponjas, gorgônias e outras diversas espécies de corais. No azul é frequente a avistagem de grandes pelágicos, como cardumes de barracudas e xaréus, tubarões e raias-chitas. Sobre o platô que antecede o abismo, entre 6 e 18 metros, formam-se jardins submersos repletos de corais chifres-de-alce e chifres-de-veado, árvores de corais moles, anêmonas e esponjas-tubulares. Criaturas exóticas como nudibrânquios, camarões-palhaços e caranguejos não difíceis de serem encontradas. A oeste das ilhas, fica o Great Bahama Bank, onde a profundidade não ultrapassa os 15 metros. Nos canais entre as ilhas, as marés provocam fortes correntenzas, ideais para drift-dives por mais de uma milha de distância.

O Exuma Cays Land & Sea Park é uma área protegida de 176 milhas quadradas que abrange boa parte das ilhas. Dentro de seu perímetro é proibida qualquer ação predatória, inclusive a pesca. Foi fundado em 1955 com o intuito de manter preservado as praias, os mangues, os recifes de corais e a abundante vida marinha. Um melhores pontos de mergulho dos Exumas Cays é Amberjack Reef. Neste local, os live-aboards promovem o Shark Feeding e mesmo quando não há alimentação os tubarões estão por lá e costumam nadar tranquilamente lado a lado com os mergulhadores. Há também alguns naufrágios na região que merecem ser visitados.

Eleuthera

A ilha principal de Eleuthera tem cerca de 180 km de comprimento e 4 km em sua parte mais larga. Outras duas ilhas próximas, Harbour Island e Spanish Wells separadas por canais, compõe o arquipélago. Somente 11.000 mil privilegiados vivem por ali. Eleuthera é uma sucessão de praias desertas paradisícas, algumas delas com areias cor-de-rosa. A ilha foi colonizada pelos “Eleutherian Adventurers”, um grupo de 70 peregrinos ingleses puritanos, oriundos das Bermudas, que navegavam pelo Caribe em busca de lugar para praticar livremente sua religião. Em 1647, naufragaram em um recife próximo e acabaram ficando por ali mesmo, levantando o primeiro assentamento europeu nas Bahamas. Eleuthera significa liberdade em grego. Seus descendentes ainda vivem em Spanish Well.

O que falta ao redor da ilha são pontos de mergulho. A parte sul é especial por se tratar de um local muito pouco explorado. A cerca de uma milha da costa encontra-se o abismo submerso voltado para o Exuma Sound. O topo da parede está a 24 metros de profundidade e é forrado de esponjas-baril, gorgônias e corais moles. Tubarões e barracudas são frequentemente avistados patrulhando o paredão. Na plataforma submarina que antecede o paredão há grandes cabeços de corais onde encontram-se várias grutas, túneis e passagens estreitas que formam grandes labirintos.

O ponto de mergulho mais interessante é ao redor do “Coiba Cage”, uma imensa gaiola em forma de diamante onde são criados mais de 5.000 beijupirás. Um projeto de aquacultura desenvolvido pela Island School e o Cape Eleuthera Institute em parceria com a Rosenstiel School da Universidade de Miami. O responsável pelo projeto é o brasileiro Thiago Soligo. Embaixo da gaiola é comum a presença de tubarões cabeças-chatas. No extremo sul da ilha há uma falésia com um pequeno farol e duas praias deslumbrantes, uma de cada lado da ilha, que devem ser visitadas.

Freeport – Grand Bahama Island

A ilha de Grand Bahama é a maior do Little Bahama Bank e o segundo maior pólo turístico do país, que se concentra nas cidades de Freeport e Port Lucaya. São inúmeros resorts sobre algumas das praias mais bonitas do arquipélago. Em Freeport não há mergulhos em paredões. Suas principais atrações subaquáticas são o Shark Feeding e o Dolphin Encounter promovido pela UNEXCO, uma das mais antigas operadoras de mergulho do planeta, além de mergulhos nos cabeços de corais e nos vários naufrágios da região. Entre eles o Theo’s Wreck, o maior das Bahamas.

Na superfície a vida é bem movimentada. Os resorts oferecem várias opções de esportes aquáticos, como jet ski, wind-surf, hobbie-cats, banana-boat, parasails e esqui-aquático.  Em Port Lucaya há uma bela marina que recebe grandes iates, a maioria deles provenientes dos Estados Unidos. Ao redor da marina há uma vila com diversas lojas, bares e restaurantes. Diversos shopping centers e cassinos atraem visitantes de toda parte do mundo, principalmente quando chegam os grandes navios de cruzeiro. Fora da área turística, a ilha é tranquila e repleta de praias desertas.

Bahamas

Idioma: Inglês

Moeda: Dólar das Bahamas

Melhor Época: Fevereiro a Junho. De Julho a Novembro é a estações de furacões, mas as condições de mergulho permanecem excelentes se não houver o fenômeno. Dezembro e Janeiro, o vento é frio, o mar fica mais agitado e a visibilidade da água é prejudicada, além de ser alta temporada.

Como chegar: Há diversos vôos diários partindo de Miami da American Eagle e Bahamas Air, além de diversas outras cidades americanas. Também é possível chegar em Nassau via Havana, Cuba.  

Documentos Necessários: Passaporte válido e visto americano para quem for às Bahamas via Estados Unidos.

Quem leva:

Adventure Travel – www.adventuretours.com.br

Arribatur – www.arribatur.com.br

Ecofinders – www.ecofinders.com.br

Freeway – www.freewaydiving.tur.br

Master Turismo – www.masterturismo.com.br

Mundo Natural – www.mundonatural.com.br

Vectra Travel – www.vectratravel.com.br

Viajan – www.viajan.com.br


 
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